Segundo o FT, a ameaça de novas tarifas e a classificação de facções como “terroristas” estariam ligadas a um esforço de lobby atribuído a Flávio Bolsonaro, movimento que teria provocado uma forte repercussão e ampliado as tensões no cenário político brasileiro.

Foto | Reprodução/Instagram lulaoficial
As medidas recentes adotadas pelo governo dos Estados Unidos, incluindo a ameaça de impor novas tarifas ao Brasil e a proposta de enquadrar facções brasileiras como organizações terroristas, marcaram o fim de uma fase de relativa estabilidade nas relações entre os presidentes Lula e Donald Trump. Em reportagem publicada nesta quarta-feira (3), o jornal britânico Financial Times avaliou que essas ações desencadearam uma forte turbulência política no Brasil em meio ao período pré-eleitoral.
Segundo a reportagem assinada por jornalistas em Brasília e Londres, as duas medidas colocaram fim ao período de relativa estabilidade que Lula e Trump pareciam manter desde a adoção das tarifas no ano passado, consideradas entre as mais elevadas da política comercial implementada pelo presidente norte-americano.
O Financial Times relacionou as medidas a uma suposta articulação de lobby conduzida por uma figura de destaque na corrida presidencial brasileira, em referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo a publicação, o parlamentar esteve com o presidente Donald Trump na Casa Branca pouco antes do anúncio das ações direcionadas ao Brasil.
Segundo o Financial Times, a iniciativa de Flávio Bolsonaro seria uma tentativa de se aproximar e se alinhar a políticos pró-Trump que obtiveram vitórias em diversas eleições recentes na América Latina.




